009/2016
12 de abril
Infelizmente não é para todos
O artigo publicado no Jornal Expresso do passado dia 9 de abril, sobre a forte possibilidade de vir a existir no setor bancário um aumento simbólico a partir de 2016, faz uma referência ao facto de terem sido negociados no setor de seguros aumentos salariais de 1% para 2017 e nesse ano o aumento do subsídio de almoco para €10 dia.
Correta a notícia somente pecando por não referir que o aumento salarial acordado pelos sindicatos para fazerem da negociação o seu ponto de honra, deixou de fora alguns trabalhadores que se excluíram deste aumento e igualmente da negociação coletiva no setor de seguros.
Os efeitos nefastos desta exclusão estão já à vista, mas tememos que serão ainda mais graves quando se tornar público e inquestionável, que a opção que tomaram soçobrou e com ela perderam tudo o que anteriormente tinha sido arduamente alcançado.
O PIR - Plano Individual de Reforma, é um bom exemplo do péssimo negócio qe alguns, encantados por um canto de sereia falso, fizeram ao optar pelo lado errado da história. Os que, admitidos antes de julho de 1995, não optaram pelo ACT 2016 e antes tinham beneficiado do CCT 2012, acabaram agora de perder os valores que por força da negociação de 2013 tinham sido transferidos para o seu PIR, nada existindo hoje que obrigue a verem de novo recuperados esses montantes quando ficarem sem contratação coletiva. O mesmo sucede aos admitidos depois de julho de 1995, que pela primeira vez tinham visto através do acordo de 2012 resolvida a lacuna de não possuírem nenhum sistema de complementariedade de reforma. Ao optarem agora pelo passado, perderam tudo o que em sede de contratação coletiva lhes tinha sido atribuido a título de PIR em 2012, 2013, 2014 e 2015, isto é: 1%; 2,25%; 2,50% e 3,75% respetivamente sobre o seu salário anual.
Nós avisámos, não nos responsabilizem pela opção.
STAS - Uma Opção Sindical Responsável!
Saudações Sindicais
A Direção