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51 Anos de ABRIL!

51 Anos de ABRIL!

                          24 | abril | 2025  

Caras e Caros Colegas,

Este é o momento de celebrarmos 51 anos de Abril. Celebramos o dia em que o medo deu lugar à esperança. O dia em que o povo decidiu que bastava. Que queria viver com dignidade, com justiça, com voz! Um povo que aspirava ser livre.

Celebramos os cravos nas espingardas, mas também o fim da censura, o direito à palavra, ao voto, à igualdade. Celebramos as mulheres que deixaram de precisar de autorização para tudo. Os trabalhadores que passaram a ter direitos. As crianças e jovens que começaram a crescer em liberdade.                                                                          

cravos Foto retirada da internet, autor desconhecido

Mas Abril não é uma fotografia do passado. É um compromisso com o presente. E uma responsabilidade para com o futuro.

Vivemos tempos perigosos para a democracia e para a nossa liberdade conquistada. A verdade é distorcida, a desinformação espalha-se em segundos, o ódio disfarça-se de opinião, e há quem se aproveite do medo para semear divisão. Não podemos fechar os olhos a estes sinais. São reais e estão aí, bem perto.

A democracia, os direitos e liberdades conquistados estão ameaçados. Enfrentamos novos perigos que põem em causa os direitos adquiridos com a Revolução dos Cravos e que ameaçam trazer um retrocesso civilizacional: o direito a decidir sobre o próprio corpo, o direito a igual salário, o direito a viver sem medo, dentro e fora de casa.

Assistimos a direitos duramente conquistados que estão a ser colocados em causa: direitos reprodutivos a recuar; violência de género a aumentar; igualdade ainda por cumprir. O surgimento de uma “cultura machista” perigosa, que surge sinuosa e discreta, como uma serpente que ataca pela calada e se implanta nas camadas mais jovens.

Esses jovens que herdam um mundo marcado por crises climáticas, económicas e sociais. Que crescem na incerteza e com falta de perspetivas de futuro, no meio do desemprego e do trabalho precário disfarçado de “flexibilidade”.

São também esses jovens, o alvo mais vulnerável à manipulação, ao extremismo digital, à radicalização camuflada em memes e promessas fáceis.

Vivemos numa era de ecrãs, de estímulos constantes, de redes sociais que moldam opiniões, comportamentos, valores — e que o fazem em segundos, sem filtro, sem contexto, sem profundidade.

Hoje, muitos jovens já não formam ideias com base em conversas com a família ou com os professores. Formam-nas através de vídeos de 30 segundos, de algoritmos que lhes dizem o que ver, o que pensar, o que sentir. E quem mais influencia já não é quem educa, mas quem tem mais seguidores.

Abril foi feito por jovens. Jovens que acreditaram. Jovens que arriscaram. Jovens que não se resignaram. Hoje, precisamos que as novas gerações reencontrem esse espírito. Porque o 25 de Abril é passado, mas também presente e futuro.

Como sindicalistas, lutando diariamente pelos direitos dos trabalhadores de seguros, relembramos as conquistas do passado, quando negociamos aumentos salariais e melhores condições de trabalho, e quando exigimos mais e melhores direitos laborais. Sempre a pensar no futuro!

Enquanto nos derem voz, e enquanto tivermos voz, faremos do movimento sindical uma bandeira de Abril e da Liberdade conquistada! Defendendo a democracia e os valores que Abril nos deixou, no mundo do trabalho perpetuando-os nas gerações mais jovens que já nasceram com e em liberdade, construindo uma ponte para um futuro mais risonho.

Celebremos a liberdade de Abril, porque celebrando a liberdade assumimos o compromisso de a proteger. 

Viva o 25 de Abril! No passado, no presente e no futuro!

Em meu nome pessoal, e em nome da Equipa STAS, com elevada estima e consideração, as nossas maiores Saudações Sindicais,

Patrícia Caixinha,

                                                                     

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